segunda-feira, março 20, 2006

VISCERAS

Doi-me a cabeça de tanto pensar
Doi-me o coração de tanto bater
O meu estômago dá voltas e revoltas
Não pára, nem quer comer...
As tripas gritam numa sinfonia de dor
Todo o meu ser está nauseado...

terça-feira, março 14, 2006

Lâmpada Mágica

Como eu gostava de ter uma lâmpada mágica!
Vivi grande parte da minha vida a sonhar com ela; a pedir-lhe desejos que acabaram por nunca serem satisfeitos...
Alguns vejo agora que foram muito ridículos; mas na altura em que os expressei, pareceram-me os mais correctos!
O certo é que me habituei à presença dessa lâmpada imaginária, e não me consigo libertar dela assim sem mais nem menos.
Somente quando já não podia adiar mais o passo a dar em frente, é que punha o desejo de lado, abria os olhos para a realidade e resolvia o que quer que necessitasse ser resolvido!

Ai como eu queria ter uma lâmpada mágica... mas não tenho!!!

terça-feira, março 07, 2006

Vida que és composta por caminhos... por rotas... por rumos..., onde está o meu mapa??
Onde estou? Para onde me levas?
Que escolhas tenho de fazer?
O que tenho de deixar para trás para seguir em frente???
Respito á tantos dias já! inspiro... expiro... inspiro... expiro... ... ...
Entra-me nos pulmões sede de ti!
De ti vida, que há tanto tempo não te encontro!

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Ninguém...


Encontro-me agora
Numa sala cheia de gente.
Gente que fala
Gente que grita.

Ninguém olha para ninguém
Ninguém me olha,
Ninguém se pergunta
O que estarei a escrever a esta hora
Nesta sala tão cheia e tão vazia.

Passam-se horas e minutos...
Alguns partem para
Outros de novo chegarem.

Ninguém me nota
Ninguém me vê


sábado, dezembro 31, 2005


Morre lentamente...
…quem não lê
…quem não viaja,
…quem não ouve música,
…quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente...
…quem destrói seu amor próprio,
…quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente...
…quem se transforma em escravo do hábito repetindo todos os dias os mesmos trajectos,
…quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente...
…quem evita uma paixão , quem prefere o negro ao branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos

Morre lentamente...

…quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, ou amor, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos...

Morre lentamente…
…Quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente…
…Quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar.
Somente a preserverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade


Pablo Neruda



O meu desejo para 2006 .... para mim... e para (embora poucos) os que por aqui passam é... VIVER INTENSAMENTE, em vez de morrer lentamente...
FELIZ ANO NOVO

quarta-feira, dezembro 14, 2005


Tenho pena que...
Após tanto tempo...
Tantas lutas...
Nunca tenhas conseguido entender:
... Quem Sou...
... O que Sou...
... O que quero...
... Como Sou...
Talvez até eu não o saiba!

Tenho muita pena que...
A tua perspectiva seja sempre a mesma...
Que não me olhes por dentro...
Que não sintas o meu sofrimento...

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Trovoada


Cada gota de chuva
É uma lagrima
Que choro por ti!

Hoje chove
Ontem choveu.
Penso que esta trovoada
Não vai mais partir
Ainda que consiga
Esquecer-te por instantes...

Cada vez chove mais
E chove...
E chove...

sábado, novembro 12, 2005

CORRER RISCOS


  Rir é correr o risco de parecer tolo.
Chorar é o risco
De parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver
Expor os seus sentimentos
É correr o risco de mostrar o seu verdadeiro eu.
Defender os seus sonhos e ideias diante da multidão
É correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.

Mas os riscos devem ser corridos,
Porque o maior perigo é não arriscar nada.
Há pessoas que não correm nenhum risco,
Não fazem nada, não têm nada e não são nada,
Eles até podem evitar sofrimentos e desilusões,
mas não conseguem nada, não sentem nada,
Não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas pelas suas atitudes,
Elas tornam-se escravas,
Privam-se da sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre!


Séneca (orador romano)

terça-feira, novembro 08, 2005



"Qualquer perda quando chega,
vem sempre cedo demais."

Morrie Schwartz

 

sexta-feira, novembro 04, 2005

(In)Felicidade





"Nunca se é tão INFELIZ como se pensa;
nem tão FELIZ como se desejaria"



Partimos ao encontro da felicidade
Por ela tomamos decisões
É por sua culpa que choramos
Sozinhos e entre as multidões.

Por não a encontrarmos sofremos
Por vezes até ao limiar da DOR
Entre lágrimas e gritos que sufocam
Quantos já padeceram por amor.

Dia e noite a perseguimos
Numa tentativa de a alcançar
Procurando uma porta aberta
Querendo sempre por lá ficar.

Mas o vento corre forte
E eu corro do Sul ao Norte
Sem a conseguir avistar.
Será que é a minha sorte
Ou será que nem após a morte
Nela vou conseguir atracar?

Não serás TU uma Utopia
E por isso não consigo, nem conseguia
a ti Felicidade alcançar?

quarta-feira, novembro 02, 2005



Consigo esquecer-te por momentos
Apago a tua existência das minhas memórias
Quero acreditar que doí menos assim...
... ao não lembrar-te!

Passo á tua porta e não entro
Puz as tuas fotos no fundo da gaveta
E as tuas recordações...
... no fundo do meu coração!

Como magoa este punhal
Que cravaram em meu peito
Se soubesses o que sinto...
Se soubesses como sofro...
Como te amo...
Apesar de te não ver!
Não seria melhor esquecer-te?

segunda-feira, outubro 31, 2005

Abismo



Estou no abismo
No abismo das palavras
No abismo das decisões...
O que é certo ou errado?
O que é bom ou mau?
O que faço?
Ataco já, ou deixo-me ser atacada?
Sofro tudo de uma vez
Ou continuo morrer aos poucos?
A fingir que não se passa nada
A viver de mentiras e ilusões?
O abismo torna-se cada vez mais envolvente
Quase que caio no precipício das palavras
E me despenho no dos corações...
Será que quero continuar em frente?
Saberei mesmo o que me espera lá no fundo?

domingo, outubro 30, 2005

Sozinha


Porque partiste?
Porque me deixaste?

A minha alma veste-se de negro
Entro num nevoeiro intenso
E num beco sem saída.

Queria voltar atrás na estrada
Que me conduziu aqui
O meu coração não me conta onde estás
E a minha cabeça não o quer dizer!

Porque partiste?
Porque me deixaste?

segunda-feira, outubro 24, 2005

Quero Saber


Quero saber quem é que eu sou
Quero saber para onde vou
O que faço eu aqui
Digam-me de onde é que eu vim!

Quero sonhar até mais não
Quero pegar na tua mão
Quero saber porque é que o céu
É tão grande e tão azul!

Quero sentir o teu calor
Anda vem e abraça-me amor
Que eu sempre gostei de ti
Quero ter-te e ser feliz!

Quero cantar até mais não
Quero sonhar uma canção
Quero ter-te ao pé de mim
Quero saber o que é que eu quero!

domingo, outubro 23, 2005

Desejo


Sinto por vezes vontade
De deixar de existir!
Não é que não goste da vida...
Pelo contrário;
Admiro-a bastante!

Queria apenas ver,
Queria saber,
Quem estaria em meu lugar...
Quem usaria as minhas roupas...
Quem moraria em minha casa...
Quem dormiria em minha cama...

Queria saber como seria
O que vivia e o que sentia
E queria sobretudo ver...
Se eu cá faria alguma falta!

Súplica


Quero pedir-te, vida
Para que olhes para mim
Para que
Não deixes que nada faça.

Peço-te vida,
Cada vez mais sonhos,
Cada vez mais lindos,
Cada vez mais meus.

Peço-te vida, sensações
Sejam boas ou más
Que me façam sofrer ou não.

Peço-te vida, amigos
Mas amigos do coração
Daqueles com que posso contar.

Peço-te vida, alegria
Para que tenha para mim
E que possa dar aos outros.

Peço-te vida, coragem
Para continuar a viver
Para ser eu mesma.

Peço-te vida, amor
Para amar e amar
Toda a terra e todo o céu.

Peço-te vida...
Que me deixes viver!

quinta-feira, outubro 20, 2005

Amigo Vento



Meu querido amigo vento
Que embalas os pinheiros
Onde estás neste momento?

Vento, vento, meu amigo
Que tornas a leve brisa
Numa canção de embalar...

Vento, vento tão querido
Que afastas meus cabelos da face
E enxugas minhas lágrimas...

Vento, vento meu ventinho
Que por vezes me dás beijinhos
E eu fico envergonhada...

Vai levar um beijo meu
Ao meu amor que está longe!
E dá-lhe todo o meu Amor
Juntamente com meu beijo!

Quando lho entregares
Volta ainda mais depressa;
Para que me possas entregar
O beijo que ele me vai mandar!

quarta-feira, outubro 19, 2005

Lágrimas II



Mais uma vez tenho de chorar
Acho que já se tornou
Num hábito para mim,
Ou num vício ou dependência.
Já não sei viver sem chorar!

Tudo não passa duma miscelânea
De ideias ou sentimentos
Onde um ou outro
Faz gerar mais ou menos lágrimas!

No fundo... não me importo
Choro porque choro
Choro porque não sei
Mais se não chorar.

Pelo menos sou eu que o faço
E, ao fazê-lo
Alguém olha para mim;
Nem que seja só por pena
De ver alguém como eu a chorar!


terça-feira, outubro 18, 2005


Ás vezes é bom estar sozinha
Para se pensar no que se pensa
Consigo escrever melhor
Quando estou sozinha
Nada me distrai
Nada penetra em minha alma
Só as palavras vêm ter comigo.

É bom fazer um retorceder no tempo
Só assim.... de vez em vez;
Dá para me orgulhar de mim.

Tantas vezes estive perdida,
Sem rumo... sem caminho
E sem mapa para seguir...
Quantas vezes me revoltei
Contra mim mesma, e me culpei
Por tudo aquilo que não tenho culpa...

Até esses momentos
São bons para recordar.
Recordo que vivi
Recordo que sofri
Recordo que venci!


segunda-feira, outubro 17, 2005



Há já tanto tempo que...
Choro e limpo as lágrimas
Caio e me levanto
Morro e Ressuscito...

Após cada queda, após cada Morte,
Renasço diferente!
Perde-se muito pelo caminho
De alegria
De força
De tudo...

Um destes dias
Não vou continuar a ter forças
Para me conseguir levantar
Um destes dias
Vou morrer de verdade
E desta vez... 
Para sempre!