sábado, setembro 02, 2006


Se o papel e a caneta pudessem livrar-me desta dor
Desta tristeza e deste vazio que carrego dentro de mim
Quantas cartas não escreveria…
Quantas canetas esgotaria…
Para deixar de estar assim?
Mas por cada palavra que escrevo
Gasto apenas mais uma lágrima.

3 comentários:

Carlosmanuel disse...

Cara amiga
Por quantas angustias teremos de passar até que alcancemos a nossa Liberdade interior?
Claro que cada um de nós terá as suas angustias, mas se escrever para ti te Liberta ( eu sei que tens uma inata habilidade ) então que seja pela escrita que alcances um novo estádio de esperança e força para as etapas inacabadas da vida
Aquela bjka
Sempre Carlos

Maresi@ disse...

Gostei deste teu poema...apesar de triste , tem força..
Vim agradecer tua passagem la no meu recanto.

Deixo beijo suave_______Maresi@

Harmonia disse...

Entranhas

O sorriso caiu.
Entre as pétalas de mim:
o cio.
Esperma aos farelos.
A lua bóia na taça de sangue.
Entre os sopros selvagens,
tórridos toques
(sinceros como um cadáver).
Com os dedos enfiados no vento,
quero lamber a liberdade.
Já esfacelei minhas lágrimas...
Enquanto o sol
baba sobre mim,
vou varrendo minha sombra
com restos de beijos...
A esperança dormiu.
Entre os subúrbios de mim:
a dor.
Bolhas de areia,
cacos de suor...
Há bolor nas estrelas.
Eis-me pecado!
Eis-me boca!
Pouca coisa:
alfinetes incendiados.
O amor vai pingando sobre o telhado,
amargo enquanto vocábulo:
deserto parido.
A vida é um estupro:
nasci para morrer.
Renascer das cinzas,
das sobras,
das teias...
Vou lutar até o orgasmo.
A noite
arrotou.
Assim seja,
assim sangre...
Entre a poeira de mim:
o prazer.
Caroço de paixão.
Vou morrer...
Vou morrer... Mas é só para te humilhar.
Vem...
Degola meu cheiro.
Não sou mulher,
sou distanásia.