sexta-feira, agosto 11, 2006

CALOR II

E aqui estou eu nesta noite de verão
que não me aquece e me enregela os ossos
enquanto olho para a imensidão do que me envolve!

Espero ansiosamente por uma estrela cadente
que me dê uma réstia de esperança
onde possa depositar as minhas forças.

Deitada sob o chão que permanece ainda quente
do sol abrasador do dia,
que apesar de tudo não me aqueceu,
olho as estrelas e espero...
espero...

E as minhas lágrimas não me deixam ver com nitidez.
quem sabe se não passaram já
uma, duas, três estrelas
e a fonte que incessante que jorra dos meus olhos
foi o que me impediu de vê-las????

3 comentários:

Ana Afonso disse...

Ola Lilia
Quem sabe mesmo se já não passaram umas poucas de estrelas cadentes???
Mas sabes como é vão passar mais deixa-te estar como estas que elas vão passar!!!
Mil beijos
ana afonso :)

Carlosmanuel disse...

Olá amiga
Calorzinho!!!
Estrelas poderão ou não passar mas o importante é que elas sabem que tu existes, só precisas é de sair desse gélido chão que nem o calor o penetra, para te encontrarem.
* p.s.
então agora eu dou engorda?
Bjitos Bjkas

DIVERTE TE p.f.

Harmonia disse...

Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
E se a terra fosse uma cousa para trincar
Seria mais feliz um momento...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se,
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva...

O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...