sexta-feira, setembro 15, 2006

Embriagaram-me


Todas as bebedeiras que apanhei têm uma coisa em comum, e que me mostra imediatamente que estou a pizar a linha; e que se continuar é por conta e risco de "outra" porque "esta" já não sabe o que está a fazer: O chão mexe-se e remexe-se debaixo de meus pés. É complicado andar sem cair e sem tropeçar e sem cambalear quando o chão que pizamos foge de um lado para o outro apesar de por vezes já lhe termos colocado os pés em cima.
Desta vez embriagaram-me... não fui eu! Embebedaram-me! E não estou disposta a passar pelas dores de cabeça incessantes e latejantes... pela fuga da luz que fere... pelo mundo que gira á volta em vez de ser só o chão que foge....
Não estou disposta a isso!
Não vou passar por uma ressaca que me dói pelas contracções do estômago, para depois de muitas naúseas e vómitos... alguém me embriague de novo!
A verdade é que (e todos vocês sabem) a melhor forma de evitar uma ressaca é manter-se bêbado! E eu não estou preparada para a ressaca. O meu corpo não suporta mais naúseas de sangue!
Terei então de continuar esta embriaguez para todo o sempre

1 comentário:

joao disse...

a ressaca da noite
reflete no dia
somos diferentes
mas nada nos diferencia

bebemos, dançamos
vivemos, brilhamos
mas acabamos todos
a cambalear

nem sempre se cai
nem sempre o chão anda à roda
o movimento da terra esse sim nos move,em contradições eternas