quinta-feira, junho 01, 2006

Um pouco de Céu

Este post é em resposta á letra da música da mafalda veiga que tu particula colocaste aqui.
Como poderás compreender, neste momento identifico-me bem mais com esta música do que com a anterior!
Esta gaja consegue mesmo fazer músicas e letras que parecem retratar a nossa vida. Não concordas???

Só hoje entendi que o rumo a seguir levava para longe.
Senti que este chão já não tinha espaço para tudo o que foge.
Não tenho motivo para ir
Só sei que não posso ficar
Não sei o que vem a seguir
Mas quero procurar.

E hoje deixei de tentar erguer os planos de sempre
Aqueles que são para outro amanhã que há-se ser diferente
Não quero levar o que dei
Talvez nem seuqer o que é meu
É que hoje parece bastar um pouco de céu.

Só hoje esperei já sem desespero que a noite caísse
Nenhuma palavra foi hoje diferente do que já se disse
E há qualquer coisa a nescer
Bem dentro do fundo de mim
E há uma força a vencer
Qualquer outro fim

Não quero levar o que dei
talvez nem sequer o que é meu
É que hoje parece bastar UM POUCO DE CÉU!

4 comentários:

particula disse...

oh...
estas musicas!
sim parecem escritas com alma, a nossa!
não sei, e não sabes para onde te levará... mas sabes com quem poderás...
Amo-te!!!
beijos musicais!

Ana Afonso disse...

Ola Lilia
sabes que mais ... eu tambem nesta altura gosto mais dessa!!!
Mil beijos de quem sente a tua falta
Ana Afonso :)

jmideias disse...

BEIJINHOS

Harmonia disse...

Felicidade

Os meus lábios estão trêmulos,
O meu corpo os acompanha na mesma emoção...
Sinto um calafrio de impotência
A percorrer a minha espinha
Que faz o meu estômago rejeitar o alimento
Os meus olhos se fecharem
E duas grossas lágrimas
Teimarem em escorrer no meu rosto.
Reajo ao frêmito que de mim se apodera,
Fustigando a minha mente com doces lembranças...
Agarro-me, convulsa, às imagens da esperança
Que de mim se aproxima...
Sou como um náufrago
Em busca da sua tábua de salvação!
E, dentre as brumas do desespero,
Diviso ao longe, um sorriso...
Arrasto-me em sua direção, alquebrada...
Consigo ver um arco-íris que chora
E as suas lágrimas reluzem como diamantes.
Aproximo-me e constato a sua riqueza...
Mas não me enchem os olhos
Os pingentes que refletem a luz do sol...
Continuo o meu caminho,
Tropeçando em rubis, brilhantes e safiras
Que acenam para mim,
Como se pedindo que os siga...
Permaneço no meu caminho!
Atravesso o fascinante mundo das ilusões
E não o vejo...
Descanso no nada
E o pranto volta a anestesiar o meu sofrimento,
Até que cansada do nada e carente de tudo
Ergo os olhos e reconheço em Você
O sorriso que busquei dias e noites
Ininterruptamente...
Aceito a mão que me oferece
E percebo que estou de mãos dadas
Com a felicidade.


Amélia Rodrigues